terça-feira, 28 de junho de 2011

Fomos atacados por proteger nossa propriedade intelectual, diz Sony sobre os hackers



Em uma reunião de acionistas em Tóquio nesta terça-feira (28), o chefe da Sony, Howard Stringer, teve que responder a perguntas sobre os recentes ataques à PlayStation Network, que resultaram em um dos maiores vazamentos de dados na história da internet.
Diante de pedidos de sua renúncia, Stringer explicou por que, ele acredita, a Sony foi alvo de hackers no ataque que derrubou a PlayStation Network por várias semanas.
“Acredito que nos tornamos objeto desses ataques porque tentamos proteger as nossas IP’s (propriedades intelectuais), o nosso conteúdo. Nesse caso, videogames”, disse ele. “Esses são os nossos ativos corporativos, e há aqueles que não querem que eles sejam protegidos. Eles querem que tudo seja de graça.”
E aqui está o ponto crucial do conflito entre Sony e hackers, e o motivo pelo qual essa disputa está longe de ser resolvida. A Sony, pelas palavras do próprio Stringer, não faz diferenciação entre um console modificado para rodar o Linux e um console modificado para rodar jogos piratas. Ela vê a modificação de seus consoles como o meio para um único fim.
Os hackers responsáveis​​, entretanto, não estavam protestando pelo direito de jogar jogos gratuitos, mas para usar seu console da forma que bem entenderem. E isso pode resultar em pirataria, é claro, mesmo que não seja uma certeza.
De qualquer forma, desde que a PSN voltou ao ar, cerca de 90% de seus antigos usuários já retomaram as atividades na rede. Parece que a Sony realmente conseguiu se safar das repercussões mais negativas da invasão e trazer de volta a maior parte de seus usuários.
>> Sony só queria proteger sua propriedade intelectual [Reuters, em inglês]
[Foto: David McNew / Reuters]